Por BERNT ENTSCHEV
FONTE: Gazeta do Povo 20/04/2008
Muitos jovens saem das faculdades para o mercado de trabalho julgando que o exigido ou o esperado seja, simplesmente, o alcance de metas. Não sabem avaliar que, além dos resultados práticos, uma organização espera uma atitude coerente com sua cultura. Algumas empresas querem maior dinamismo e dedicação. Outras, melhor relacionamento interpessoal e inteligência emocional. Há, ainda, aquelas que procuram colaboradores voltados para a responsabilidade social, com noções de cidadania e solidariedade.
Cada grupo possui um direcionamento, valores próprios e bem definidos. Cabe ao profissional entender quais são esses valores antes de se candidatar a uma vaga. Pois, uma vez na empresa, será exigida uma postura compatível com o ambiente.
Mas, nem sempre, estes jovens têm a noção exata do que o mercado exige e cometem equívocos básicos, comprometendo o andamento de suas carreiras.
Um exemplo desta postura, que pode ser considerada ingênua, é Fabiana, que ingressou em uma empresa de grande porte após passar por diversas entrevistas, dinâmicas e testes de aptidão. Ela demorou muito para ser chamada e, no período em que transcorria o processo de seleção, deixou de lado qualquer atividade que não fosse auxiliar, na prática, sua contratação.
Quando alcançou seu objetivo, a jovem sentiu-se realizada, pois o emprego naquela organização era um sonho antigo, plantado logo após a conclusão da faculdade.
Porém, uma vez na empresa, Fabiana deixou-se “relaxar”. Cumpria suas funções de maneira metódica, sem exceder as expectativas de seus supervisores. Achava, com sua ingenuidade, que poderia continuar com aquela postura sem ser percebida. O relacionamento com os demais colegas também era ineficiente. Mal conversava com eles sobre assuntos relevantes. Falava muito sobre sua vida pessoal, mas não se interessava pela dos outros. Não estabeleceu vínculos com ninguém. Achava toda a equipe desinteressante e um pouco medíocre, até.
Também não admirava seus superiores diretos – o que ficava implícito em seus olhares e risinhos displicentes, que não controlava durante as reuniões do setor. Dedicava-se à conclusão dos resultados solicitados e das metas exigidas em cada período. Nisso não era ruim. Sua eficiência era reconhecida e era vista como uma colaboradora mediana, que cumpria com suas obrigações.
No entanto, quando houve uma grande reestruturação na empresa, e cortes precisaram ser feitos, Fabiana foi desligada junto com outros colegas. Ela, no entanto, não previu que isso aconteceria. De fato, jamais imaginou que seu nome pudesse ser cogitado para uma demissão. Afinal, pensava, “sempre cheguei na hora e jamais faltei um dia sequer!”
Além disso, Fabiana sabia que suas funções eram desempenhadas conforme o requerido e, sob seu ponto de vista, tinha um bom relacionamento com os companheiros de trabalho. A demissão não fez sentido para ela, que ficou inconformada por muito tempo. “O pior é não entender o motivo, não saber a razão de ter sido demitida”, disse uma vez a um amigo próximo.
Fabiana teve dificuldade para aprender que a razão para seu desligamento foi não perceber que a empresa onde atuava exigia mais do que o simples cumprimento de metas. A organização onde trabalhava valorizava a atitude e premiava o dinamismo, características estas que Fabiana não possuía.
O maior erro da jovem profissional foi não ter avaliado a cultura da empresa em que ingressou, não ter percebido o comportamento dos colegas e dos supervisores. Esta “cegueira” voluntária encerrou o curso da carreira de Fabiana naquela empresa e fez com que ela reavaliasse suas atitudes e comportamentos futuros.
Catálogo Sustentável
A Fundação Getúlio Vargas, em parceria com o Banco Real, desenvolve o projeto “Catálogo Sustentável, que visa estimular o consumo consciente, oferecendo uma lista de produtos sustentáveis. O Catálogo é uma ferramenta on-line que traz informações sobre as características sustentáveis de diversos produtos convencionais, como automóveis, pneus, papéis, plásticos.
O projeto é desenvolvido pela equipe do programa de Consumo Sustentável do Centro de Estudos em Sustentabilidade da Fundação Getulio Vargas (GVces).
No site, os consumidores têm acesso a dados sobre a matéria-prima, o processo produtivo, a legislação e os impactos ambientais causados pela produção e consumo de determinado produto ou serviço. Mais informações e o catálogo estão disponíveis no site www.catalogosustentavel.com.br.
FONTE: Gazeta do Povo 20/04/2008
Muitos jovens saem das faculdades para o mercado de trabalho julgando que o exigido ou o esperado seja, simplesmente, o alcance de metas. Não sabem avaliar que, além dos resultados práticos, uma organização espera uma atitude coerente com sua cultura. Algumas empresas querem maior dinamismo e dedicação. Outras, melhor relacionamento interpessoal e inteligência emocional. Há, ainda, aquelas que procuram colaboradores voltados para a responsabilidade social, com noções de cidadania e solidariedade.
Cada grupo possui um direcionamento, valores próprios e bem definidos. Cabe ao profissional entender quais são esses valores antes de se candidatar a uma vaga. Pois, uma vez na empresa, será exigida uma postura compatível com o ambiente.
Mas, nem sempre, estes jovens têm a noção exata do que o mercado exige e cometem equívocos básicos, comprometendo o andamento de suas carreiras.
Um exemplo desta postura, que pode ser considerada ingênua, é Fabiana, que ingressou em uma empresa de grande porte após passar por diversas entrevistas, dinâmicas e testes de aptidão. Ela demorou muito para ser chamada e, no período em que transcorria o processo de seleção, deixou de lado qualquer atividade que não fosse auxiliar, na prática, sua contratação.
Quando alcançou seu objetivo, a jovem sentiu-se realizada, pois o emprego naquela organização era um sonho antigo, plantado logo após a conclusão da faculdade.
Porém, uma vez na empresa, Fabiana deixou-se “relaxar”. Cumpria suas funções de maneira metódica, sem exceder as expectativas de seus supervisores. Achava, com sua ingenuidade, que poderia continuar com aquela postura sem ser percebida. O relacionamento com os demais colegas também era ineficiente. Mal conversava com eles sobre assuntos relevantes. Falava muito sobre sua vida pessoal, mas não se interessava pela dos outros. Não estabeleceu vínculos com ninguém. Achava toda a equipe desinteressante e um pouco medíocre, até.
Também não admirava seus superiores diretos – o que ficava implícito em seus olhares e risinhos displicentes, que não controlava durante as reuniões do setor. Dedicava-se à conclusão dos resultados solicitados e das metas exigidas em cada período. Nisso não era ruim. Sua eficiência era reconhecida e era vista como uma colaboradora mediana, que cumpria com suas obrigações.
No entanto, quando houve uma grande reestruturação na empresa, e cortes precisaram ser feitos, Fabiana foi desligada junto com outros colegas. Ela, no entanto, não previu que isso aconteceria. De fato, jamais imaginou que seu nome pudesse ser cogitado para uma demissão. Afinal, pensava, “sempre cheguei na hora e jamais faltei um dia sequer!”
Além disso, Fabiana sabia que suas funções eram desempenhadas conforme o requerido e, sob seu ponto de vista, tinha um bom relacionamento com os companheiros de trabalho. A demissão não fez sentido para ela, que ficou inconformada por muito tempo. “O pior é não entender o motivo, não saber a razão de ter sido demitida”, disse uma vez a um amigo próximo.
Fabiana teve dificuldade para aprender que a razão para seu desligamento foi não perceber que a empresa onde atuava exigia mais do que o simples cumprimento de metas. A organização onde trabalhava valorizava a atitude e premiava o dinamismo, características estas que Fabiana não possuía.
O maior erro da jovem profissional foi não ter avaliado a cultura da empresa em que ingressou, não ter percebido o comportamento dos colegas e dos supervisores. Esta “cegueira” voluntária encerrou o curso da carreira de Fabiana naquela empresa e fez com que ela reavaliasse suas atitudes e comportamentos futuros.
Catálogo Sustentável
A Fundação Getúlio Vargas, em parceria com o Banco Real, desenvolve o projeto “Catálogo Sustentável, que visa estimular o consumo consciente, oferecendo uma lista de produtos sustentáveis. O Catálogo é uma ferramenta on-line que traz informações sobre as características sustentáveis de diversos produtos convencionais, como automóveis, pneus, papéis, plásticos.
O projeto é desenvolvido pela equipe do programa de Consumo Sustentável do Centro de Estudos em Sustentabilidade da Fundação Getulio Vargas (GVces).
No site, os consumidores têm acesso a dados sobre a matéria-prima, o processo produtivo, a legislação e os impactos ambientais causados pela produção e consumo de determinado produto ou serviço. Mais informações e o catálogo estão disponíveis no site www.catalogosustentavel.com.br.
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